domingo, 16 de fevereiro de 2014
Nebraska
Realizador: Alexander Payne
Argumento: Bob Nelson
Actores: Bruce Dern, Will Forte, June Squibb, Bob Odenkirk
Mais uma das histórias de Amor deste ano. Uma história muito bonita e extremamente humana que me parece ser como que um "Big Fish" mais real e cru. Gostei mesmo muito deste Filme, faz com que tudo o que o rodeia no caminho para os Óscares pareça plástico.
O Payne já nos habituou a estas histórias coesas e muito bem escritas, tem no seu CV o About Schmidt, o Sideways e o recente The Descendants. Em qualquer um deles há outra faceta que se destaca: a direcção de actores que tem sempre uma função exemplar. Enormes interpretações.
Um Pai alcoólico que foi pouco presente no crescimento dos filhos, um Pai pouco saudável que já velho acredita ter ganho um prémio fantástico de 1.000.000 de dólares porque "ele acredita no que as pessoas lhe dizem". Um Homem de poucas palavras, um Homem extremamente honesto e com um coração gigante. Um Homem um pouco seco hoje em dia, bruto, mal disposto e resmungão. Um Homem difícil na recta final de vida, um Homem que fica obcecado por um prémio falso para poder de certa forma redimir-se de tudo o que fez de mal na vida.
O filme retrata a relação com um dos filhos que, não estando numa fase feliz da sua vida, alinha na ilusão do Pai aproveitando a viagem ao Nebraska para o conhecer melhor que nunca. A relação fica fortalecida mas acima de tudo o filho entende muitos dos problemas do Pai, conhece a raiz de alguns desses problemas e apercebe-se que aquela carta enganadora que atribui um prémio absurdo ao Pai, foi de facto o melhor que podia acontecer à relação dos dois.
Um filme de descobertas, partilhas, uma viagem que deixa a nu uma relação que nunca foi de enorme intimidade e que agora conhece um novo caminho, rumo ao Nebraska.
Esta é também uma oportunidade de conhecer uma parte dos EUA que é a maior realidade desse país. Um país de oportunidades mas também de isolamento, de diferenças abissais e de zonas onde o tempo parece ter deixado de correr.
Dern está incrível, é um papel soberbo e contagiante. Forte acaba por o acompanhar da melhor maneira mas deixa um desnível gritante entre a interpretação de um e de outro.
Enorme filme, muito cuidado e com um bom gosto acima da média. Um dos grandes filmes do ano.
Golpes Altos: Argumento, bom gosto, Dern e o quanto este filme é humano.
Golpes Baixos: Não suporto a personagem interpretada por Squibb :) É daqueles filmes com poucos defeitos.
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domingo, 9 de fevereiro de 2014
Dallas Buyers Club
Realizador: Jean-Marc Vallée
Argumento: Craig Borten, Melisa Wallack
Actores: Matthew McConaughey, Jennifer Garner, Jared Leto
Num dito mundo livre há a tendência de acreditar que devemos poder escolher o que sentimos ser melhor para nós. As regras que ditam, os interesses que as monitorizam, as influências por vezes duvidosas que fazem com que tudo seja como é sem que haja espaço para colocar o que seja em causa, são tema central deste filme.
Este filme mostra uma batalha feroz de um Homem infectado pelo vírus do HIV contra toda a indústria farmacêutica, tornando como bandeira da sua luta um tratamento paralelo aparentemente melhor sucedido. Tratamento esse utilizado por um número gigantesco de infectados esvaziando hospitais e deitando por terra o uso dos medicamentos "mainstream" aprovados pela Lei Americana.
Um filme duro sobre uma temática sempre desconfortável e que ao mesmo tempo nos faz pensar sobre toda esta máfia dos comprimidinhos, das curas que demoram a aparecer, dos tratamentos de centenas de euros, das "únicas hipóteses" para esta ou aquela doença.
Este filme destaca-se pelas interpretações do McConaughey (favoritíssimo ao Oscar) e do Leto (que odeio desde o ano 2000 quando fez o Requiem For a Dream mas bolas...o sacana está óptimo aqui). Mas o que gostei realmente foi o quão bem a história está contada e de forma muito séria. É um filme duro, um filme cheio de força e que tem uma mensagem forte para passar cá para fora, conseguindo-o com uma eficácia notável e isso deve-se a um argumento muito coeso que não tem pontas soltas.
A realização passa despercebida, penso que se trata de mais um Filme que chegou longe vindo de umas mãos pouco experimentadas que não quiseram dar um cunho demasiado forte talvez por causa dessa inexperiência. Com um argumento destes e com actores a personalizar personagens com uma intensidade destas, o melhor foi mesmo não ter um Realizador novato a querer dar nas vistas. Muito profissional.
No fundo é isto, um filme forte, um tema muito sério com tudo muito bem contado e exuberantemente interpretado.
Golpes Altos: Argumento, Interpretações, McConaughey.
Golpes Baixos: Jennifer Garner, gosto muito dela e até "vai bem" mas é muito fraquinha...
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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
August: Osage County
Realizador: John Wells
Argumento: Tracy Letts
Actores: Meryl Streep, Julia Roberts, Chris Cooper, Ewan McGregor, Margo Martindale, Sam Shepard, Juliette Lewis, Benedict Cumberbatch, Dermot Mulroney, Julianne Nicholson
Provavelmente o melhor argumento do ano, com os melhores diálogos do ano e com interpretações esmagadoras.
Há muita gente que não gosta de ver adaptadas peças de teatro ao cinema. Dizem que são pouco dinâmicas e que no fundo são pessoas a falar umas com as outras. Haverá exercício mais arriscado que esse? Eu adoro muitas peças adaptadas a Cinema e esta é sem dúvida uma delas... Os diálogos são super absorventes e eles sim com uma dinâmica estrondosa, a intensidade de algumas discussões são só equiparáveis às que vimos por exemplo no "Closer". O trabalho com os actores é exemplar e é para mim a melhor direcção de actores do ano também.
O filme retrata uma família disfuncional e tenta discutir (literalmente) o porquê desta disfuncionalidade. Desde uma patriarca irascível que teve uma infância recheada de episódios violentos e degradantes, às suas filhas que lidaram com o impacto que essa infância teve na Mãe delas, passando por primos e tios também eles vivendo num cocktail de problemas.
É um exercício fantástico de influências, de testes de personalidade, de choque, de violência mental e de murros e mais murros no estômago. Nada ali parece bater certo mas no final das contas parece apenas uma caricatura de tudo o que temos ou podemos ter na nossa vida ou na de quem gostamos.
Uma Família é muito mais que discussões, que ligações físicas, que uma casa e que um crescimento mais ou menos conjunto. Uma Família é um problema constante de dinâmicas e expectativas que aqui são 90% das vezes mal geridas com repercussões épicas dignas de um drama de enorme nível.
A Meryl Streep prova novamente que é a melhor atriz feminina da história do Cinema (não estou a exagerar, pois não?) conseguindo novamente superar-se, novamente reinventar-se e absorver em absoluto as atenções, característica exponenciada pela personagem que ela interpreta. Penso que não se importará de ver a estatueta a ir para as mãos da Cate Blanchett mas, todos vamos perceber que era novamente ela que merecia a distinção.
As restantes interpretações são todas de enorme nível. Acho o Ewan um ator mediano que consegue neste filme manter o nível dos restantes atores... A Julia Roberts está muito acima da média e a Juliette Lewis dá como sempre muito nas vistas, só tenho pena que apareça tão pouco ultimamente.
É para mim o 2º grande filme do ano logo a seguir ao "Her".
O Realizador é inexperiente nas andanças da 7ª arte e teve a humildade de fazer o óbvio neste filme: Entregar em absoluto as atenções aos actores.
Duas notas:
- Adoro a cena filmada dentro do carro quando este circunda a casa onde está a personagem interpretada pela Julia Roberts.
- A cena do jantar é das melhores e mais intensas cenas em Cinema dos últimos anos. Uma obra prima de escrita.
Golpes Altos: Diálogos, Argumento, Interpretações e acima de tudo Meryl Streep.
Golpes Baixos: Se por um lado admiro a humildade do Realizador em dar absoluto destaque aos actores, por outro adorava ver isto filmado por um gigante que arriscasse um pouco mais.
PS: o título em Português "Álbum de Família" é para mim dos melhores que vi.
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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
La Grande Bellezza
Realizador: Paolo Sorrentino
Argumento: Paolo Sorrentino
Actores: Toni Servillo, Carlo Verdone, Sabrina Ferilli, Carlo Buccirosso
Roma, cidade cheia de histórias para contar, charme para sentir, cultura para devorar, alguns excessos e uma "high society" reconhecida e influente. Os Italianos vivem orgulhosos de uma obra de grande qualidade que é também uma das ferramentas que critica mais ferozmente a sua sociedade, isto num país onde a ambição do reconhecimento a todo o custo é enorme, onde o show-off e a exuberância são parte integral daqueles que querem estar na boca do povo.
O Sorrentino apresenta-nos Jep, um homem interessante, charmoso, culto, reconhecido, conhecido, exuberante e acima de tudo apaixonado pela vida querendo absorver tudo dela, com todos os excessos a que tem direito e assumindo a conta dos mesmos. Jep personifica a Itália que descrevi no parágrafo acima. Jep organiza e consome as melhores festas da cidade, Jep conhece todos os recantos culturais da cidade, Jep conhece todas as pessoas que se quer conhecer, Jep envolve-se com todas as mulheres que o mundo deseja. Mas Jep é também um solitário, a confidente é apenas a sua empregada que os espera todas as tardes quando ele acorda. Jep é o seu próprio amante porque de tudo o que devora pouco fica...
Um filme que é também um puzzle de emoções, de momentos fantásticos, de recantos sombrios de uma personalidade forte mas ao mesmo tempo deambulante na sua própria fragilidade. Jep passa por alguns momentos de pura amargura que o leva a colocar tudo em causa, que o leva a repensar as relações, os discursos, as discussões e até a crença que possa ter, não estivéssemos a falar do país mais intrinsecamente ligado à Igreja do nosso pequeno planeta azul.
E sim, o filme na sua recta final acrescenta o elemento da crença e eu esperei-o durante o filme todo. A crítica é "a direito" mas deixou-me desiludido. Até aqui o filme encheu-me as medidas de forma quase absoluta tendo em conta que não é fácil de digerir, nesta recta final acabou por não atingir as minhas expectativas. O que não quer dizer nada, é só uma opinião pessoal sem grande base de argumentação. Acho que aqui podia ter-nos colocado numa posição mais real e menos conceptual... é quase uma paródia (ou é mesmo!) mas eu que não sou católico esperava mais.
O filme é lindíssimo, o cinema italiano que já foi o mais poderoso do mundo está cada vez mais forte e não me parece que isso possa ser menos que uma das melhores notícias da 7ª arte.
A realização está cheia de charme, cheia de sentido e que tinha TUDO para se "perder" nos excessos esquecendo-se de tudo o resto... mas não o fez e é de louvar. Extremamente eficaz!
Toni Servillo é um ator acima da média, eu nunca tinha visto nada com ele e fiquei extremamente curioso. É um ator à antiga completamente esmagador. Todas as interpretações satélite são de relevo, não gostei da freira (que não é culpa da atriz) mas de resto a direção de atores está de Parabéns.
Um filme lindíssimo com muita coisa que já vivemos, que queremos vir a viver e que servirá para reflectir...
Golpes Altos: Beleza, Toni Servillo, Realização cuidada e sem excessos e outra vez Beleza...
Golpes Baixos: Recta final do Filme.
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domingo, 2 de fevereiro de 2014
Philip Seymour Hoffman
Tanto actor de merda para aparecer morto de OD e têm de ir os grandes, neste caso, os enormes...
O Seymour Hoffman era dos melhores Actores Secundários que o Cinema já viu... P* que p* mais as merdas em que estes gajos se metem...
Boogie Nights - O Gay no meio da indústria Porno, sempre a mexer no umbigo, nojento e genial.
The Great Lebowski - O servo quase idiota que é o maior pau mandado...
Magnolia - O enfermeiro responsável por um dos expoentes máximos de drama no filme.
Happiness - O estranho que procura Felicidade onde ninguém encontra,
Almost Famous - O Hypster da música, o gajo das raízes...
Punch Drunk Love - O gajo que vende colchões
25th Hour - O Amigo mais Amigo que sofre mais que todos,
Capote - O papel técnico que ele merecia mas não precisava para o mundo o distinguir,
Savages - Murros no estômago incríveis,
Sinédoque NY - Porque ele sabe fazer o difícil em filmes muito complicados,
Ides of March - Juntamente com o Giamatti dá sabor ao filme como mais ninguém...
Doubt - Porque todos os actores de topo contracenam com a Meryl Streep,
Late Quartet - Num mundo preverso e demasiado próximo, destaca-se junto de todos os outros músicos mesmo sendo o personagem mais deprimente,
Moneyball - O Treinador que mostra personalidade,
The Master - Um dos melhores papeis da carreira dele...
A carreira deste gajo!! PORQUÊ IR JÁ??? 46 anos... Tinha ainda TANTO para dar...
Fiquem com um excerto do Charlie Wilson's War - O espião mais divertido da história do cinema <3
O Seymour Hoffman era dos melhores Actores Secundários que o Cinema já viu... P* que p* mais as merdas em que estes gajos se metem...
Boogie Nights - O Gay no meio da indústria Porno, sempre a mexer no umbigo, nojento e genial.
The Great Lebowski - O servo quase idiota que é o maior pau mandado...
Magnolia - O enfermeiro responsável por um dos expoentes máximos de drama no filme.
Happiness - O estranho que procura Felicidade onde ninguém encontra,
Almost Famous - O Hypster da música, o gajo das raízes...
Punch Drunk Love - O gajo que vende colchões
25th Hour - O Amigo mais Amigo que sofre mais que todos,
Capote - O papel técnico que ele merecia mas não precisava para o mundo o distinguir,
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Sinédoque NY - Porque ele sabe fazer o difícil em filmes muito complicados,
Ides of March - Juntamente com o Giamatti dá sabor ao filme como mais ninguém...
Doubt - Porque todos os actores de topo contracenam com a Meryl Streep,
Late Quartet - Num mundo preverso e demasiado próximo, destaca-se junto de todos os outros músicos mesmo sendo o personagem mais deprimente,
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The Master - Um dos melhores papeis da carreira dele...
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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Best Ever?
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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
American Hustle
Realizador: David O. Russel
Argumento: Eric Warren Singer, David O. Russell
Actores: Christian Bale, Amy Adams, Bradley Cooper, Jeremy Renner, Jennifer Lawrence, Louis C.K.
Imaginem o David O. Russel a tentar desde a escolha da capa do Filme fazer um "Scorsese", mas acabou por ficar quanto muito perto de um "Soderbergh" aprendiz. E reparem: O Filme é bastante porreiro, mas não é mais que isso... É um filme que entretém bastante mas que daqui a 2 semanas já não nos lembramos muito bem dele...
O Filme traz-nos uma "Trama" à Americana, um filme de golpadas, de negociatas, de "espionices" com FBI ao barulho, criminosos ao barulho, casinos, mulheres bonitas e semi-despidas, homens de charuto, roupas estilosas e cenários bem trabalhados. Um Filme que, e aqui o O. Russel nunca falha, tem diálogos muito bem trabalhados e nos quais se baseia para os reflexos de humor e para envolver o espectador numa teia comum a este tipo de "policial-cool-com-cenas-porreiras".
Ora... Onde falha? Falha no quanto é previsível, falha no quanto se prende aos bons diálogos sem perceber que nestes filmes o fulgor estético é tão ou mais importante, falha na falta de risco em mostrar mais cenas cruas, mais cenas de desconforto. Torna-se assim um filme muito parecido a coisas já vistas por aí, vindo de um talentoso Realizador e Escritor pedia-se mais...
Christian Bale: ASPIRA qualquer cena onde entra, tudo à volta dele desaparece e enche sem qualquer dose de histerismo o ecrã, mostra que ali é ele que tem de ter a luz por cima, é ele que tem de conduzir a cena, é ele que tem de mostrar a todos os talentos (maiores ou menores) que o rodeiam que estão perante um dos de topo. Um papel gigante e mais uma transformação física arrepiante. Depois de no Maquinista ter chegado aos 55Kg, neste filme engordou 20Kg... É só parvo, mas isto mostra dedicação e trabalho, além dos 20Kg herdou ainda 2 hérnias pela má postura. Enfim, fait-divers à parte é mais um papel monstruoso.
Christian Bale é claramente uma boa pancada do David O. Russel que tem outras não tão boas mas competentes: A linda Lawrence e o estiloso Cooper. Ninguém dava nada por eles há uns anos e estão-se a tornar actores que devemos pelo menos respeitar e até ter esperança em vê-los "maiores" dentro de alguns anos.
A belíssima Amy Adams está muito bem, mas ela já nos habituou a ser das melhores Actrizes da "praça". Penso que o pico dela no filme é antes de começar a "surtar", a fase mais contida dela é muito potente precisamente por percebermos que ela está a esconder constantemente um turbilhão de sentimentos e emoções, uma contenção sempre prestes a explodir.
Notas finais para a aparição rápida do velhinho De Niro que foi dos maiores de sempre e hoje em dia faz cenas para amigos, e para o Louis CK que faz um papel quase irrelevante mas gosto tanto dele que não podia deixar de o mencionar. Faz mas é mais uma série do Louie porque morro de saudades.
Golpes Altos: Christian Bale, Christian Bale, Christian Bale, Christian Bale, Christian Bale... Banda Sonora, Caracterização e diálogos.
Golpes Baixos: Com mais força da próxima vez O. Russel... com mais força...
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Hypster Psycho
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terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Her
Realizador: Spike Jonze
Argumento: Spike Jonze
Actores: Joaquin Phoenix, Amy Adams, Scarlett Johansson
Hoje em dia sabemos lá ao certo o que é o mundo real... andamos em cima de pedras e de alcatrão a maior parte do tempo, já não sentimos a terra debaixo dos pés no nosso dia-a-dia. Andamos atracados a telemóveis que nos facilitam a vida, que nos fazem acelerar processos, que nos fornecem informação a todo o segundo, que nos mantêm contactáveis em qualquer ponto do mundo, que nos deixam partilhar tempos, espaços, pessoas, relações, tudo... Mas...
Até onde vai tudo isto? Qual a fronteira?
O Spike Jonze neste filme ataca ferozmente essa fronteira, mete tudo a nu, mexe na ferida caricaturando-a mas sendo assustadoramente assertivo e credível. Sim, ainda mal começámos a ver o filme e já aceitamos a história como se fosse real e por vezes até como se pudesse ser nossa... É uma história de amor (o nome em Português faz todo o sentido, até mais que o original) contada com uma mestria inabalável e deixando-nos completamente fora da nossa realidade.
Não há nada que goste mais em Cinema do que precisar de tempo no final de um filme para regressar ao meu mundo, ao meu sofá, às ruas que tão bem conheço, às pessoas que tanto amo... É daqueles filmes que nos obrigam a repensar por momentos a nossa vida, a colocar muitas coisas em causa e a fazer-nos querer viver o que podemos não ter feito ultimamente...
Aqui há uns dias fui jantar fora com a C. e não levei o meu telemóvel, que para quem me conhece é muito raro. Ela a brincar perguntou-me no final do jantar a caminho do carro se me estava a sentir bem. Eu simplesmente respondi que estava a ver o mundo em que vivia com uma atenção que não lhe dava há já algum tempo... Haverá algo mais triste de desabafar, mais a mais quando se vive numa das cidades mais bonitas do mundo?
Um filme extremamente emocional com um Argumento que não preciso ver os restantes candidatos para querer a todo o custo que ganhe todos os prémios do mundo...
Sem sombra de dúvidas, até agora, o meu filme preferido do ano. Se é o melhor? Não quero saber...
O Spike Jonze filma muito bem e é dos Realizadores que melhor domina a "hora perfeita", filmando de forma infalível as cores que o nascer do dia ou o final do mesmo nos proporcionam...
A banda sonora acompanha o filme como se de uma dupla em plena valsa se tratasse... Que maravilha.
Há filmes destes... que me fazem querer escrever e escrever sem estar a tentar ler ao mesmo tempo, sem querer ler depois... quero que vos passe o mais puro retrato possível, quero que leiam o que disse a quente, não quero reflectir nem quero racionalizar, foi assim que o vi, é assim que vos transmito.
Golpes Altos: Argumento, Facilidade com que nos "vende" esta realidade, Phoenix e fazer-me esquecer que estou numa sala.
Golpes Baixos: Vão vocês buscá-los, certamente encontrarão.
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domingo, 26 de janeiro de 2014
Captain Phillips
Realizador: Paul Greengrass
Argumento: Billy Ray (adaptação)
Actores: Tom Hanks, Barkhad Abdi, Barkhad Abdirahman
Todas as nossas percepções e avaliações de entretenimento ou mesmo artísticas têm como base uma expectativa. A minha para este filme era muito baixa, o que o protegeu e de que maneira...
Fui ver um filme de um Realizador de enorme qualidade a filmar especialmente cenas de Acção, sobre uma história conhecida de um dos dramas modernos de quem navega os oceanos do nosso planeta, com aquele que é provavelmente o actor mais mainstream do Cinema moderno e que arrisco dizer ser dos mais Profissionais que já vi. É claramente daqueles homens que sabendo não ter um talento especial muito acima da média, substituiu-o por trabalho árduo e constante, a prova de que o sucesso vem do trabalho é a carreira do Tom Hanks que bem a merece. Há melhor que ele? Claro... muito melhor! Mas ele é um trabalhador que merece tudo o que teve sem peneiras.
O filme conta a história verídica do Captain Philips que vê a sua embarcação ser invadida por piratas somalis. Todo o drama envolvido, as negociações e o momento chave em que se vê preso num salva-vidas com esses mesmos piratas.
O que me surpreendeu no filme (e a ajuda do Greengrass foi preciosa aqui) foi a simplicidade da narrativa sem grandes necessidades de exagerar no drama, tendo o cuidado de mostrar a realidade dos piratas que não fogem ao papel de maus da fita mas deixando claro as suas "queixas" em relação aos americanos. Não é comum sequer haver esta hipótese de perceber o outro lado da moeda materializado aqui na necessidade de ir para o oceano correr riscos de vida em busca de tesouros chorudos.
A tensão típica de um resgate está lá toda, com picos muito interessantes sempre liderados pelo fantástico Muse (interpretado por Barkhad Abdi) que é claramente o ponto mais alto do filme. Uma interpretação de uma vida de um total desconhecido e que nos arrasta no filme para um mundo frágil, sem esperança e ao mesmo tempo muito humano. Este homem é a maior surpresa do ano até agora...
Penso que a negociação final do filme é já demasiado "herói americano" e "no final vencemos a todo o custo" e aí já quase me esqueci que até estava muito surpreendido com a qualidade do filme, ainda assim não o consegue estragar e desafio quem não gosta de Cinema mainstream a ir ver um bom exemplo de que esse Cinema constrói muitas vezes obras de qualidade.
O Tom Hanks está como sempre muito bem, sem rasgos de genialidade (que nem é costume tê-los excepto na cena clássica da Maria Callas no Philadelphia) mas muito profissional e a carregar a pequena parte do filme que o Barkhad Abdi não carrega.
Nunca na vida seria filme para prémios, mas o Barkhad Abdi merece todos e mais alguns.
Golpes Altos: A realização irrequieta do Greengrass serve este filme na perfeição e claro: Barkhad Abdi.
Golpes Baixos: Os últimos 15% do filme.
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