É dos actores mais "queridos" e mais fáceis de gostar no Cinema... Tem Filmes porreiros, uns mais que outros, papéis meio histéricos pelo meio que dão show e que são muitas vezes "cool".
Há uns anos adorava-o... achava o gajo o máximo... com o tempo comecei a desconfiar e hoje em dia acho-o um gajo porreiro, mas LONGE de ser um actor de topo... quando digo longe, é mesmo tipo longe... como aquelas terras em que ainda temos lá família e odiamos lá ir porque é LONGE!
Tem papéis bons, de quem obviamente não é mau... mas nem sei se está numa camada B de actores, mais facilmente o meto na camada C junto de gajos como o Ethan Hawke ou o Clive Owen, e isto só citando malta que contracenou com ele nos melhores filmes em que entrou.
Por falar nisso:
Os melhores papéis:
1- American Gangster
2- Training Day
3- Inside Man
4- Malcolm X
Melhores Filmes:
1- Inside Man
2- American Gangster
Acham-no um actor fixe, ou um gajo de topo?
Se ele fosse um Filme, que Filme seria?
- Eu acho que ele era um daqueles Filmes muito comerciais, porreiros de se ver, que não acrescentam grande coisa mas que gostamos... e que se tiver a dar na TV ficamos a ver... King's Speech? A Few Good Man? (este até dá para escrever um Guilty Pleasure...).
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segunda-feira, 27 de julho de 2015
Conversas de Café - Denzel Washington, topo ou só fixe?
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terça-feira, 9 de julho de 2013
Conversas de Café - "É mais difícil fazer de gajo normal do que de gajo cheio de tiques"
O que é um bom papel?
Todos sabemos dizer de forma mais ou menos categórica que este ou aquele actor fez um bom papel neste ou naquele filme.
Tenho uma opinião muito concreta de que alguns papéis aparentemente bons são no entanto fáceis de interpretar. Papéis com muito conteúdo para ser trabalhado tecnicamente não dependem de talento puro mas sim de trabalho árduo. Longe de mim achar que são papéis menos válidos ou fracos, mas se me pedem para comparar, acho mesmo que prefiro talento puro e prefiro papéis mais discretos que não precisam de histerismos para vingar.
Assim sendo, passo aos exemplos para tornar esta discussão mais prática:
Russel Crowe:
- Excelente no "The Informer" e aborrecido no "Beautiful Mind".
A ideia passa por tentar fazer ver que dá trabalho um papel de deficiente, de autista, de gajo cheio de problemas psicológicos, de louco, mas é muito mais difícil dar nas vistas num papel menos técnico e mais "real".
Não é por acaso que toda a malta que faz papéis em filmes da 2ª Guerra ganham óscares, é que aí todos sofrem muito, todos choram muito, todos berram muito, todos têm muito por onde pegar para fazer crescer o personagem!
Difícil é fazer um papel contido, algo que só explode de vez em quando sem dar muito nas vistas.
Claro que o "dar nas vistas" tem excepções claras no que toca a qualidade e dificuldade nos papéis... Ora o Day-Lewis não fosse o melhor actor vivo tendo sido autor no "There Will Be Blood" de uma bíblia de como representar...
O Jack Nicholson adora sobressair, adora ser o centro do filme... Mas sabe fazê-lo como poucos evitando passar às vezes a barreira do histerismo e over the top que tantas vezes aponto ao Al Pacino ou ao Denzel Washington. Actores de quem gosto mas que estão para mim longe do Olimpo.
Para perceberem o que digo, os meus papéis preferidos do Jack Nicholson não são no Shining nem no As Good as it Gets mas sim no About Schmidt, Chinatown e claro, A flew over the cucus nest. Basta ver os filmes e perceber o quanto tem ele para se "agarrar". O papel no Shining e no As Goos as it Gets tem certamente inúmeras páginas de personagem para estudar, tanta coisa... tantos tiques, tanta loucura... eu vejo o talento do homem nos outros filmes mencionados.
Já agora, para picar o buddy:
Tom Cruise:
- Excelente no "Eyes Wide Shut" e aborrecido no "Nascido a 4 de Julho".
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Flight
Realização: Robert Zemeckis
Argumento: John Gatins
Actores: Denzel Washington, Don Cheadle, John Goodman e Kelly Reilly
Por onde começar? Denzel, és o maior. Zemeckis, reforma-te.
Depois de uma sequência de abertura arrepiante, o filme prometia ser um dos melhores do ano - e foi, nos primeiros 20 minutos. Depois, resta-nos 1 hora e meia tortuosa de filme-de-sábado-à-tarde manhoso e lento... muito lento.
Previsível e aborrecido, Flight lembra-nos o que pode correr mal quando um filme atinge o seu apogeu na primeira meia hora. Das duas uma, ou o argumento é tão bom e bem trabalhado que nos faz ficar e ver o resto, ou a realização é tão dinâmica que nos esquecemos que o argumento é uma merda. Mas não, nem nisso Zemeckis é bom. Ainda nos tenta cativar com um esgotante excesso de planos cool, nos quais Denzel e Goodman caminham em direcção à câmara com banda sonora de Stones.
Mas os anos '90 já acabaram, e o público ficou um niquinho de nada mais exigente.
E isto para não falar na mensagem assustadoramente religiosa, com diálogos que roçam os discursos da Igreja Universal do Reino de Deus. Ok, é um filme sobre redenção, mas temos que ser mais subtis se queremos fazer uma coisa com qualidade. Um filme não é uma plataforma ideológica, e nem todos estamos disponíveis a ser brainwashed sobre os benefícios de nos entregarmos a Deus e no castigo encontrarmos paz. Até agora, conheci dois autores que conseguiram explorar bem esta situação: Dostoiévski (Crime e Castigo) e Brad Anderson (O Maquinista). Zemeckis não é um deles.
Eu perdoo-o, porque fez a trilogia do Regresso ao Futuro e o Contacto. Mas depois de três filmes de animação horríveis (Polar Express, Conto de Natal e Beowulf) e esta porcaria: Zemeckis, não me levas mais ao cinema.
Golpes Fortes: Boas interpretações, boa banda-sonora, excelente sequência de abertura.
Golpes Fracos: Mau argumento, realização medíocre, um dos piores twists da história do cinema.
Golpes Curiosos (Spoiler): Zemeckis, ninguém recupera de um coma-alcoólico em 5 minutos com duas linhas de cocaína... know your shit!
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