Realização: Steven Knight
Argumento: Steven Knight
Elenco: Jason Statham e uma gaja péssima
Todos gostamos de Jason Statham. É um gajo com pinta, mauzão, inglês e careca ao ponto de nos fazer acreditar que não faz mal perder algum cabelo. Mas o grande trunfo de Statham, é a sua capacidade de dar porrada. Até agora, apenas Guy Ritchie o conseguiu utilizar de outra forma. Com Snatch e Lock, Stock and Two Smoking Barrels, Statham foi o anti-herói que balançava entre o perigoso e o cómico mas, em Revolver, "The Stath" - como é carinhosamente apelidado pelo público inglês - mostrou-nos que afinal consegue ir mais longe que uns murros e umas chapadas.
Quando vi o trailer de Hummingbird, lembrei-me do Revolver de Ritchie, lembrei-me que o realizador e argumentista era o mesmo de Dirty Pretty Things e de Eastern Promises, deixei que o ambiente criado pelo cinematógrafo me envolvesse nos dois minutos de trailer e pensei - "Isto vai ser bom!". Não foi.
De facto, Hummingbird é mesmo, mesmo péssimo. E o que irrita mais, é que podia não ser. Como disse, o trabalho de cinematografia é impressionante, e os ingleses voltam a mostrar-me que existe mais que um lado de Londres. Esta Londres é neon, é alta, é escura. Parece mais Bangkok do que uma capital de 1º mundo. E a história, ou pelo menos a sua premissa original, não é de todo má. O veterano de guerra alcoólico coaduna-se com o semblante de Statham e a a rede de prostituição e máfia chinesa estão bem enquadradas. Mas Knight já nos tinha mostrado que sabia inventar histórias, ainda não tinha era mostrado que não sabia escrever diálogos - e não sabe. São péssimos, péssimos, péssimos, e a história de amor é das coisas mais horríveis que já fui obrigado a ver, que nos obriga a desviar a cara num ataque de vergonha alheia.
E a realização? É horrível. Ponto final. É uma má estreia por trás da câmara para o guionista inglês e deixa uma má marca numa carreira relativamente equilibrada de Jason Statham, que permanece o herói de acção com uma ou duas pérolas pelo caminho. E o resultado desta combinação explosiva de excelentes aspectos gráficos com péssimos de conteúdo, dá-nos a constante sensação de estar a ver um filme de Nicolas Winding Refn, caso este tivesse batido com a testa na sanita. Ah e, por muito que se goste de Statham... Não tem metade da intensidade de Gosling.
Golpes Altos - Fotografia, Cinematografia, Statham à porrada.
Golpes Baixos - Argumento, Realização, Statham a chorar... e quem é aquela freira? Por amor de Deus...
Argumento: Steven Knight
Elenco: Jason Statham e uma gaja péssima
Todos gostamos de Jason Statham. É um gajo com pinta, mauzão, inglês e careca ao ponto de nos fazer acreditar que não faz mal perder algum cabelo. Mas o grande trunfo de Statham, é a sua capacidade de dar porrada. Até agora, apenas Guy Ritchie o conseguiu utilizar de outra forma. Com Snatch e Lock, Stock and Two Smoking Barrels, Statham foi o anti-herói que balançava entre o perigoso e o cómico mas, em Revolver, "The Stath" - como é carinhosamente apelidado pelo público inglês - mostrou-nos que afinal consegue ir mais longe que uns murros e umas chapadas.
Quando vi o trailer de Hummingbird, lembrei-me do Revolver de Ritchie, lembrei-me que o realizador e argumentista era o mesmo de Dirty Pretty Things e de Eastern Promises, deixei que o ambiente criado pelo cinematógrafo me envolvesse nos dois minutos de trailer e pensei - "Isto vai ser bom!". Não foi.
De facto, Hummingbird é mesmo, mesmo péssimo. E o que irrita mais, é que podia não ser. Como disse, o trabalho de cinematografia é impressionante, e os ingleses voltam a mostrar-me que existe mais que um lado de Londres. Esta Londres é neon, é alta, é escura. Parece mais Bangkok do que uma capital de 1º mundo. E a história, ou pelo menos a sua premissa original, não é de todo má. O veterano de guerra alcoólico coaduna-se com o semblante de Statham e a a rede de prostituição e máfia chinesa estão bem enquadradas. Mas Knight já nos tinha mostrado que sabia inventar histórias, ainda não tinha era mostrado que não sabia escrever diálogos - e não sabe. São péssimos, péssimos, péssimos, e a história de amor é das coisas mais horríveis que já fui obrigado a ver, que nos obriga a desviar a cara num ataque de vergonha alheia.
E a realização? É horrível. Ponto final. É uma má estreia por trás da câmara para o guionista inglês e deixa uma má marca numa carreira relativamente equilibrada de Jason Statham, que permanece o herói de acção com uma ou duas pérolas pelo caminho. E o resultado desta combinação explosiva de excelentes aspectos gráficos com péssimos de conteúdo, dá-nos a constante sensação de estar a ver um filme de Nicolas Winding Refn, caso este tivesse batido com a testa na sanita. Ah e, por muito que se goste de Statham... Não tem metade da intensidade de Gosling.
Golpes Altos - Fotografia, Cinematografia, Statham à porrada.
Golpes Baixos - Argumento, Realização, Statham a chorar... e quem é aquela freira? Por amor de Deus...
