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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Gambit

Realização: Michael Hoffman
Argumento: Ethan e Joel Cohen
Elenco: Colin Firth, Cameron Diaz e Alan Rickman

Em 1966, Ronald Neame realizou uma divertida comédia acerca de um ladrão e de uma dançarina exótica. O ladrão era Michael Cane, e a dançarina era Shirley Maclaine - e que dupla. Em 2004, os irmãos Joel e Ethan Cohen aventuraram-se num remake de uma outra antiga comédia, The Ladykillers - e como seria de esperar destes dois incríveis argumentistas, o remake superou, e muito, o original.
Passam 9 anos, e os irmãos Cohen perdem o juízo, ou o dinheiro, ou ambos.

Este remake de Gambit - o tal sucesso de 1966 - é positivamente horrendo. Colin Firth terá dito que lhe apetecia fazer uma comédia - algo levezinho. Bem, e conseguiu. Gambit é das coisas mais levezinhas que já vi na minha vida. De facto, é tão levezinho tão levezinho, que arriscaria dizer que mais valia terem estado quietinhos. Mas não. 'Não temos nada para fazer, não temos boas ideias - 'bora fazer uma porcaria qualquer.'

Então vamos lá por partes. O primeiro erro é este: mais filmes de assaltos, golpes do baú, e quadros roubados, NÃO! Não quero! Houve uma altura - por volta da década de '50 - em que todas as semanas se fazia um filme sobre assaltos. Não era fixe nessa altura... agora muito menos. Já ninguém quer rever o Caso Thomas Crown, o Golpe em Itália, o Oceans 11, 12, 13, 14 ou o caralho!

Mas sobretudo - e oiçam-me com atenção porque isto vai doer: já ninguém, ninguém! quer ver o Colin Firth. "Mas ele era tão fofinho quando fazia de Lorde do caralho naquela merda daquela adaptação duma merda qualquer da Jane Austen!" - Não, não era! Não era e não é! É um inglês chato, empertigado, desprovido de talento e que me cansa os olhos. Pronto, tenho dito.

Quanto à Cameron Diaz, contínua linda (mas nota-se o esforço... nota-se o esforço) e continua má actriz. O Alan Rickman também nunca foi bom (apesar de ser o Hans Gruber), e pronto... é isto.

Quero só deixar uma nota aos irmãos Cohen:

"Joel, Ethan... eu estava feliz com a vossa cena dos remakes de Westerns. Eu gostava dos vossos diálogos, das vossas personagens maradas. Espero que isto tenha sido um tiro ao lado, do mesmo género daquele com o Clooney e a Zeta-Jones. Vá... esforcem-se lá mais um bocadinho... E, se for para fazerem merda, escusam de levar realizadores convosco. Michael Hoffman até estava no bom caminho. Fazia filmes sobre o Tolstoi e coiso... Isto é para quê? Para nada... Não é para nada..."