Mostrar mensagens com a etiqueta The Hangover Part III. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta The Hangover Part III. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Golpes Rápidos

Fui ao Japão e isso requer muitas horas de voo, com isto acabei por ver muitos filmes nesses mesmos voos. Vou tecer então alguns comentários rápidos a todos:

The Internship:
Diverte, é super previsível e tem alguns personagens divertidos. A química Vince Vaughn/Owen Wilson é sempre fácil de se conseguir e aqui volta a funcionar. Não acrescenta nada à história do cinema mas entretém pessoas como eu fechadas num avião sem nada mais para fazer.

Blancanieves:
Que adaptação tão bem conseguida... Tudo bate certo, tudo é bem feito, tudo é exagerado no bom sentido. Nunca quis tanto matar uma personagem como quis fazê-lo a esta madrasta... Os pormenores do filme fazem o filme e não há confusão nenhuma em qualquer fase da narrativa.

The Hangover Part III:
O 1º foi surpreendente... Nunca quis ser um enorme filme mas surpreendeu e roubou gargalhadas a meio mundo. Este 3º filme só não é o melhor de todos porque já vimos 2 (sendo que o 2º é o pior de todos). Nesta 3ª parte vemos um filme mais maduro, personagens com mais para contar e com problemas menos superficiais. Gostei muito mais deste filme do que esperava, não sei se isso é bom ou mau.

Borgman:
Que filme f*... Fortíssimo, tem um imaginário que parece misturar o Stalker do Tarkovski com a frieza nórdica a estalar por todos os lados. Dão-nos elementos durante o filme que temos de aceitar sem questionar e envolvem-nos num cenário estupidamente visceral e violento. Grande filme.

A Busca:
Desespero de um aparente mau Pai que procura redimir-se de tudo o que fez mal na vida no momento em que é chamado à realidade com o desaparecimento do filho. História muito bem contada e com uma dose muito real de emoções. Gostei do filme e o Wagner é mesmo bom.

Oblivion:
Muito muito fraco. Um filme de ficção científica tem de primar pela inovação e tem de surpreender por nos trazer algo de novo nem que seja no imaginário. Este filme não traz nada de novo, tudo o que se passa são lugares comuns já antes vistos e trabalhados de forma bem mais eficaz. Ia adormecendo.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

The Hangover - Part III

Realização: Todd Philips
Argumento: Todd Philips e Craig Mazin
Elenco: Bradley Cooper, Ed Helms, Zach Galifianakis e John Goodman

Drogas, macacos, bebés, tatuagens, mini-pilas chinesas, homossexualidade (pouco) subtil, óculos de sol e... já disse drogas? A matilha está de volta, com uma conclusão muito pouco épica para uma trilogia que merecia passar do 'politicamente incorrecto' para o 'socialmente intolerável' - mas não cumpre.

Já tínhamos visto praticamente tudo aquilo que nunca queríamos ter sido obrigados a ver numa sala de cinema. No primeiro filme, Todd Philips reinventou a loucura de Old School e fez-nos acreditar que Las Vegas era o sítio para se estar. Dois anos depois Todd Philips, de uma forma bastante preguiçosa, agarra na mesma estrutura do primeiro filme e muda-lhe apenas o cenário - desta vez, saímos do filme a esfregar as mãos - 'Bangkok, bitches?'. Outros dois anos passam, e Todd Philips tem o bom senso de perceber que não é possível fazer-se três filmes com exactamente o mesmo argumento. Decide 'apimentar' as coisas. A história desta vez é mais complicada, mais trabalhada, mais coerente. As cenas de acção são melhores, as personagens são mais tridimensionais e consegue cumprir os requisitos de um último capítulo, fechando todas as portas deixadas abertas pelo primeiro. Então, o que falha? O que falha, é que ninguém espera de Hangover um filme com grandes tramas, boas cenas de acção ou personagens com conflitos interiores. O que nós queremos, é que esta merda nos faça rir. Rir às gargalhadas, tapar os olhos de nojo, abanar a cabeça em jeito reprovador - 'Epah, não acredito que estes gajos fizeram isto..'. A questão é que a conclusão épica para a trilogia, tinha implícita a obrigatoriedade de ser ainda mais incorrecta que as outras duas. Queria cocaína a voar pelo ar, Ed Helms a ser violado por um anão, Bradley Cooper a ser desfigurado com uma navalha (não quero viver num mundo onde tenho de competir com este tipo de gajos) e Zach Galifianakis a... ser ele próprio.

Em vez disto, temos demasiado protagonismo dado a Mr. Chow - o homenzinho asiático com o pénis do tamanho de um berlinde - que claramente não tem estrutura para tanto tempo de antena. Mr. Chow tem graça quando aparece de vez em quando, mas não pode ser mais importante que Ed Helms ou Bradley Cooper, isso é simplesmente errado. E assim termina uma saga, que nos proporcionou boas gargalhadas e alguns prelúdios de vómito, de uma forma bem menos ousada do que seria de esperar. No entanto, se quisermos ver os membros da matilha a caminhar em câmara lenta, ao som de clássicos como Santana, Billy Joel, Phil Collins ou Black Sabbath, vale sempre o dinheiro do bilhete de cinema.