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domingo, 17 de fevereiro de 2013

Guilty Pleasures - Point Break



Realizadora: Kathryn Bigelow
Argumento: Rick King, W. Peter Iliff
Actores: Keanu Reeves, Patrick Swayze, Gary Busey

Estreio esta rubrica esclarecendo que vamos falar de filmes que por vezes são péssimos. No entanto, quem não gosta de um bocadinho de merda de vez em quando? Uns mais que outros, a verdade é que todos temos os nossos Guilty Pleasures, daqueles filmes que vemos e revemos e se estiverem a dar pela 2ª vez na mesma semana no Hollywood, vemos novamente.

100% Pure Adrenaline!

O Point Break é um filme que adoro. Não só é a prova de que podemos ver o Gary Busey quase sóbrio, ao contrário do que temos visto recentemente, como é também um hino à adrenalina adolescente e pós-adolescente.

A história é básica... Johnny Utah, um polícia novato (Keanu Reeves) começa a perseguir pela mão do polícia mais experiente Angelo Pappas (Gary Busey) um grupo de assaltantes de bancos que actuam apenas meio ano e que têm o rabo branco mas o resto do corpo bronzeado. Atacam mascarados de Presidentes dos EUA. Isto é suficiente para colocar a hipótese de serem surfistas e o nosso novato infiltra-se no grupo mais radical da zona para confirmar a teoria do experiente. 
Teoria confirmada, começa o envolvimento emocional do novato com o grupo e especialmente com uma miúda do grupo (quem diria...). Com isto, tudo fica complicado e acima de tudo meio descontrolado acabando com algum sangue e uma onda gigante, a aclamada "Big Kahuna".

O resto? O resto é boa onda, adrenalina, queda livre, rock & roll, drogas, gajas, sexo, assaltos, dinheiro, porrada, polícias bons, polícias maus, perseguições a pé, perseguições de carro, tiros, sangue enfim... uma panóplia de ingredientes que estão sempre presentes num bom filme de ação.

Espera... eu disse "bom filme de ação"? Disse... Disse porque acho mesmo. A história é irrepreensível e o filme desenrola-se com uma naturalidade assinalável. Pouco se pode apontar ao filme no que toca a estrutura e no que toca a narrativa... Tecnicamente? Claro que terá falhas... Mas quero lá saber da realização deste filme ou da fotografia... Quero é ver o que se vai passar a seguir e a seguir mesmo que seja previsível. Quero é ver as ondas, os momentos de adrenalina, a interessante tensão quando o Bodhi (Patrick Swayze) já sabe que o Utah é Polícia, quero é perceber como é que vão resolver isto!

Keanu Reeves é bom actor? Não, não é e nunca foi. Não tem UM grande papel na carreira embora tenha alguns bons filmes (coisas diferentes). Na verdade, o melhor papel dele para mim até é no quase desconhecido Thumbsucker. 
Patrick Swayze era bom actor? Claro que não... As mulheres muito por culpa do Dirty Dancing não devem concordar comigo, no entanto era um rapaz bastante limitado. 
Ainda assim, fazem uma excelente dupla neste filme.

"If you want the ultimate, you've got to be wiling to pay the ultimate price. It's not tragic to die doing what you love."

Fucking Shakespeare! 

Golpes Altos: História, Adrenalina, "Coolness", Ondas e Piadas do Angelo Pappas (Gary Busey).

Golpes Baixos: Actores e roupas dos anos 90.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Testa-a-Testa - Zero Dark Thirty


Realização: Kathryn Bigelow
Argumento: Mark Boal
Elenco: Jessica Chastain, Joel Edgerton

Hoje estreamos a rubrica Testa-a-Testa, onde dois bravos bloggers lutarão num duelo até à morte.
As regras do jogo são simples: NÃO HÁ REGRAS!
Mentira. Há algumas regras. Não convém insultarem as mães um do outro, por exemplo.
O formato vocês vão perceber. Basicamente cada blogger escreve uma pequena crítica, e o outro tem direito a fazer breves apontamentos em itálico à crítica do seu desafiador. 'Tão entusiasmados?! 'Tão vá, 'bora!

Que Comecem os Jogoooos!


Crítica do buddy - com comentários do B.


Osama Bin-Laden morreu e, resolvido o assunto, terminou a maior caça-ao-homem da história dos Estados Unidos. Ok! Boa notícia! Repararam? “Boa Notícia”. Não é “Bom filme!” e muito menos “Bom filme de 3 horas”.
(que redutor buddy... qualquer dia dizes que achas o De Niro sobrevalorizado...)

Não digo que o filme seja mau, porque não é. Tem uma boa realização, bons actores, boa fotografia e todas aquelas merdas técnicas que ninguém sabe bem distinguir e que, quando a imagem é boa, levam todas 5 estrelas. Então e depois? É isto um filme? Um conjunto de virtudes técnicas? Isso é engenharia, não é arte.
Um thriller vive pelas suas personagens, pela sua intriga, pelo seu suspense – três coisas que Zero Dark Thirty não tem.
(claro que um filme exuberante tecnicamente não é necessariamente um bom filme, mas dá uma ajudinha... Intriga e suspense é praticamente constante... mesmo com 3h ela consegue manter-nos agarrados através dessas 2 armas do suspense. As personagens podiam ser melhor aproveitadas? Sim, mas ela deu mais valor à história...)

O primeiro filme desta realizadora foi tudo o que este não conseguiu ser, e colou-me à cadeira. Este resume-se à história de uma mulher que fez o seu trabalho bem feito – e o que isso implica é que, no momento da decisão final, tem mais 35% de certeza que os outros. Um grande filme não se faz sobre uma margem de 35%, e certamente não se teria feito se a personagem principal fosse um homem (desculpem, mas tinha que ser dito).
(colou-me o 1º e colou-me este. Nisso ela não falha nem por nada... E voltas a ser redutor quando resumes o filme à percentagem favorável no momento da captura...)

Golpes Altos – Tecnicamente bom. (faltou aí o “muito”)
Golpes Baixos – Emocionalmente vazio. (querias lágrimas a mais, sangue a mais, funerais e loucura? Isto não é o Lendas de Paixão!)



Crítica do B. - com comentários do buddy

Este filme mostra a dimensão da realizadora. Desta vez confirmou a qualidade inegável a nível técnico mas acima de tudo, passou para outro nível no que toca à narrativa...
Eu não sou fã do seu anterior filme embora dê a mão à palmatória no que toca à qualidade técnica e à tensão constante com que o filme nos infecta. No entanto parece que estamos sempre à espera de mais qualquer coisa.
(se o filme mostra a dimensão da realizadora, então esta realizadora é unidimensional – sinceramente, acho que o filme só tem um personagem e muitos figurantes participativos.)

Aqui não... Aqui ela conta a história dividida por capítulos sem que se note minimamente as 3 horas. É um filme muito intenso mas sem ser “dramalhão” ou demasiado “parcial”, embora não me pareça complicado tomar um partido nesta história. Não temos que concordar com a forma ou com o resultado final, mas isso vai para lá do filme.
(diz que há gente que entra em coma e também não dá pelo passar das horas…)

A realizadora centra toda a história na personagem principal que percebe-se de início ser meio “deslocada” de tudo o que a sua missão a obriga. Ambiente, país, colegas, formas, feitios, etc... Não entendo que digam que ela está incrível porque não está... é linda? CLARO que é... mas queria muito alguém mais poderoso para este papel. Ainda assim, ela consegue transmitir a evolução da personagem de forma muito coerente.
(ok, ela é linda e adoro-a vestida de khaki, mas tu és feio e dizes coisas erradas)

É Top 5 dos melhores filmes do ano, não que tenha sido um ano muito bom.
(foi um ano bom, foram uns Óscares maus e este filme contribuiu para isso)

Golpes Altos – Técnica e Narrativa... Tudo a roçar a perfeição. (perfeição?! A sério?!)
Golpes Baixos – Interpretação da ruivinha. (eu acho que é mais culpa da merda de diálogos que lhe deram do que da qualidade da menina)



E assim, terminado o duelo, um de nós será enforcado em praça pública. Você decide!