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segunda-feira, 1 de junho de 2015
Mad Max: Fury Road
Realizador: George Miller
Argumento: George Miller
Actores: Tom Hardy, Charlize Theron, Nicholas Hoult,
Um antigo Professor meu, o Pedro Marta Santos, classificou-o na Revista Sábado como "o Melhor Filme de Acção do Século XXI"... o buddy em conversa diz que é possivelmente o melhor Filme de Acção de Sempre, num dos seus habituais devaneios exagerados :)
Mas a verdade é que até certo ponto, nenhum me choca de forma descabida... embora também não concorde a 100% com nenhum... Mas é um Filme tão poderoso, tão diferente de tudo, tão inovador, que merece este tipo de avaliação, mesmo que não seja transversal ou partilhada por todos, merece o destaque e o reconhecimento quase exagerado! Tal como o Filme, é um tremendo exagero!
Mais que um Filme é uma experiência única, ninguém sairá indiferente da sala... a sala respira o Filme de uma forma quase orgânica, é inacreditável. No final da 1ª sequência que são logo uns 20 ou 25min de tremenda velocidade furiosa, absurdo e violência gráfica, a sala respirou... pela primeira vez! E sentiu-se! Há um momento de silêncio e sente-se mesmo as pessoas a descomprimirem da loucura vertiginosa que foi aquele momento... e depois, o Filme é TODO assim... é impressionante. Tem as quebras que tem para respirar e depois prego a fundo e lá vamos nós outra vez... como que uma montanha russa que só tem aquelas descidas que nos deixa com o coração na boca e consegue-o com subidas muito curtas.
O Filme cheira a pó, a gasolina, a pólvora, a sangue, a ferrugem, a pó outra vez, a óleo, a suor, a rock & roll... tudo... o Filme é um tesão constante de coreografias impressionantes, estética avassaladora e vertigem após vertigem, um pós-Apocalipse no meio de um tornado! Uma loucura animalesca...
O que sobressai é claramente a estética do Filme, os cenários poderosos, as tempestades, os figurinos das personagens mais out of the box possíveis, os carros completamente loucos e brutos, os vilões que podiam ser tirados de uma excelente BD, os "bons" que não são completamente bons, os "maus" que também conseguem ser bons, epa tudo...
Falar deste Filme é quase como tentar descrever um salto de pára-quedas... e quem já saltou sabe que é mesmo muito difícil :)
Impossível perder a experiência, e nem tentem ver em casa, quem não vir isto no Cinema é um criminoso. Parece que estamos no meio de uma guerra que começou num Burning Man...
O detalhe delicioso do vilão ser o mesmo actor do Filme de 79... e claro, do Realizador ser também o do Filme de 79... que mente brilhante e totalmente segmentada para isto, basta olhar para o resto que fez sem tanto sucesso... devia ter ficado a vida toda a trabalhar nisto, e se calhar ficou!
Se é um dos Filmes da minha vida? Acho que não... mas foi certamente uma das experiências mais alucinantes que tive uma Sala em toda a minha vida...
Golpes Altos: As vertigens constantes, a ansiedade animalesca que nos consome e nos prende à cadeira como nunca tive.
Golpes Baixos: O guião deve caber num guardanapo de papel, mas hey... o do "À Bout de Souffle" também e mudou a História do Cinema...
PS: como diria o JP: A Charlize Theron até toda suja, maneta e careca é Linda...
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quarta-feira, 17 de julho de 2013
Warm Bodies
Realizador: Jonathan Levine
Argumento: Jonathan Levine, Isaac Marion (Romance)
Actores: Nicholas Hoult, Teresa Palmer, Analeigh Tipton, John Malkovich
Receita: Pega-se numa moda, mistura-se com um clássico eterno e outro relativamente moderno. Resultado? Warm Bodies! Este filme é uma mistura de Zombies com o Romeu e Julieta passando por alguns (muitos) momentos de Eduardo Mãos de Tesoura. Como é possível correr mal?
O Realizador trouxe-nos em 2011 o fantástico 50/50 onde, mais uma vez, dá uma perspectiva diferente de um tema habitualmente abordado com ferramentas bem diferentes. O resultado foi excelente. E agora?
Em Warm Bodies o risco é brutal... O Realizador assume-o e sai por cima precisamente por não pensar que está a arriscar seguindo o seu argumento com uma coragem que me conquistou desde o início.
O filme enquanto não desvenda a história principal vive de pormenores e detalhes fantásticos... Amei a narração inicial, a forma como um Zombie explica o que é uma vida de Zombie, o dia-a-dia, o aborrecimento, os outros iguais a ele, a frieza, a falta de diálogo, a falta de vida... Depois cruzamo-nos com os vivos e esta mistura é a chave do filme, a forma como se ligam, se entendem e como juntos mudam o mundo. Pirosada? Em qualquer outro filme sim, seria... Neste não!
Entretenimento puro, muito bem conseguido e muito bem escrito. Este filme simples e pouco sério tem mais cuidado com pormenores e com o argumento que grandes produções que se levam demasiado a sério e que assumem à partida que vão ter bons resultados. Atenção, está longe de ser um grande filme... mas arrisco dizer que qualquer pessoa que o veja vai gostar e vai passar uma excelente hora e meia. Isto não é um sinal de sucesso?
Dois actores vindos de filmes menores que aqui mostram um profissionalismo inesperado. A maravilhosa Teresa Palmer que entrou em coisas como o The Grudge e o surpreendente Nicholas Hoult que é nada mais nada menos que o puto insuportável do About a Boy. Muito boa química, ele melhor que ela mas ambos bem na fotografia.
Warm Bodies é o tipo de filme que me leva a acreditar que o Cinema continua a ter muito para dar, desde que se consiga safar do novelo que por vezes o envolve e que não deixa que se arrisque um pouco mais.
Golpes Altos: O Argumento! Os detalhes e a personagem do Zombie. A BANDA SONORA!
Golpes Baixos: A cena do salto para o Lago... Que horror! A qualidade dos FX (mas o budget não deu para mais!).
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